quinta-feira, 12 de julho de 2007

Para onde vão os cartuchos?

CENTRO DA XEROX:115 mil toneladas de lixotecnológico por mês

Fabricantes de impressoras criam iniciativas de reciclagem de suprimentos e peças.

Em 2005, 2,2 milhões de impressoras foram vendidas no Brasil, segundo o IDC. Considerando apenas esse grupo, se cada equipamento consumir três cartuchos por ano, mais de 13,2 milhões deles virarão lixo em dois anos. Some-se a isso as impressoras que são substituídas. Para onde vai todo esse lixo?

Vários fabricantes têm programas para reciclar cartuchos e peças. A HP, por exemplo, transforma parte dos cartuchos em material reutilizável e projeta impressoras e scanners para receber a matéria-prima reciclada. “Vinte por cento de nossas matérias-primas são resíduos do próprio processo produtivo”, diz Kami Saidi, responsável pelo programa de Sustentabilidade Ambiental da HP.

Na Lexmark, os cartuchos usados são vendidos para uma empresa de reciclagem, que separa as peças. “Uma parte é reutilizada. O restante é destruído de acordo com as normas ambientais”, afirma Leonel Joséda Costa, presidente da Lexmark.

A Xerox oferece estímulos financeiros para os revendedores recolherem o material. Segundo Sérgio Argyridis, diretor de estratégias de manufatura, de 60% a 80% dos cartuchos retornam, são descaracterizados no centro industrial em Itatiaia, no Rio de Janeiro, e 89% dos materiais, vendidos. O restante vai para aterros industriais. Por mês, o centro de reciclagem da Xerox processa 115 mil toneladas de lixo tecnológico.

A Epson possui um sistema de gestão ambiental, mas a prioridade está nos resíduos produzidos pela fábrica. “O cliente pode levar o cartucho a qualquer um dos 150 pontos autorizados. Eles vão alimentar fornos na indústria cimenteira”, diz Juarez Sanches, diretor industrial da Epson.
O trade-in também é uma política comum entre fabricantes como HP e Xerox. Por meio dela, o cliente é incentivado a devolver seus equipamentos na compra de novos. Eles são reciclados e, em uma porcentagem menor, remanufaturados.

Lilian Ferreira, da INFO
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