quarta-feira, 30 de julho de 2008

Itautec faz mutirão para ajudar o CDI

No dia 02 de agosto, a Itautec realizará um mutirão voluntário para ajudar o CDI (Cômite para Democratização da Informática) a adequar os equipamentos que eles recebem diariamente por meio de doações.

Após o mutirão, os computadores, monitores, impressoras e periféricos serão encaminhados para as Escolas de Informática e Cidadania, do CDI, no total são 753 escolas, distribuídas em 24 Estados brasileiros.

O trabalho do mutirão voluntário será diagnosticar, desmontar e montar, limpar, completar memória, instalar software, entre outras atividades com o intuito de deixar os equipamentos prontos para a utilização.


OBS: o evento foi cancelado temporariamente, e será realizado em uma nova data ainda a ser divulgada, assim que tiver essa data coloco aqui no blog.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O blog Lixo tecnologico em uma matéria do jornal A tribuna

O blog Lixo tecnologico atraves de seu autor que vos fala teve uma participação em uma matéria do jornal "A Tribuna" da cidade de Santos atraves da reportagem de Andrea Rifer. Segue abaixo a transcrição da matéria e a entrevista com o autor do blog.

Sábado, 12 de Julho de 2008
Lixo tecnológico ameaça natureza

ANDREA RIFER

Setenta e oito milhões de aparelhos celulares, mais de 11 milhões de computadores e quase 4 milhões de notebooks devem ser produzidos até o final deste ano. A estimativa referente à indústria nacional é da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Isso sem falar dos aparelhos de DVD, televisores, impressoras, MP3, máquinas fotográficas e tantos outros produtos gerados pelo progresso, resultado principalmente da disseminação da tecnologia da informação e da economia aquecida.

Até aqui, tudo bem. O problema é o destino final desses equipamentos. Com uma produção acelerada, os aparelhos ficam obsoletos em pouco tempo e são trocados com facilidade. Isso, associado à falta de uma política de administração desses resíduos, tem resultado em milhares de toneladas do chamado lixo tecnológico.

Carregado de produtos químicos e metais pesados, como chumbo e mercúrio, por exemplo, esse material pode gerar doenças, contaminar o lençol freático e expor ainda mais o meio ambiente e a população a situações de risco.

Outro agravante é a falta de legislação. Enquanto a indústria de produção de aparelhos eletrônicos já vive a realidade do século 21, a lei do País está muito atrasada. Segundo o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), não há legislação específica para o tema.

Pelo Brasil o que se vê são algumas iniciativas isoladas, seja de produtores, ONGs ou até mesmo de alguns estados, como o Paraná, que criou lei recentemente. Em São Paulo, por exemplo, a Lei 12.300/2006 (que criou a Política Estadual de Resíduos Sólidos do Estado), sequer menicona ou classifica o lixo tecnológico.

Para o deputado estadual Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), a situação é alarmante e precisa ser solucionada com política pública que determine regras para o setor. Por isso, o parlamentar apresentou projeto de lei na Assembléia Legislativa que pode ser votado ainda neste ano.

A proposta, que quer tornar a reciclagem do lixo tecnológico obrigatória, já passou pelas comissões de Constituição e Justiça, Meio Ambiente e Finanças e Orçamento. No entanto, antes de ser votada, vai passar por audiência pública, que deve acontecer em Santos, no mês de setembro.

Pelo projeto, fabricantes, comerciantes e importadores de produtos e componentes eletro-eletrônicos serão obrigados a dar destinação ambientalmente adequada aos materiais considerados lixo tecnológico. O objetivo é assegurar a reciclagem ou reutilização total ou parcial do material descartado.

Neutralização

Na impossibilidade de reaproveitamento será exigida a neutralização desse lixo (os resíduos devem ter descarte adequado). O descumprimento da lei implicará em sanções que variam desde advertências à multa diária de 1.000 Unidades Fiscais do Estado, o que corresponde a R$ 14.880,00.

Se o projeto for aprovado, os produtos vendidos no Estado deverão indicar na embalagem ou rótulo informações de orientação ao consumidor, como endereço e telefone dos postos de entrega do lixo tecnológico. Também deve ser destacada a existência de metais pesados ou substâncias tóxicas na composição do material fabricado.

DICAS DO COMITÊ PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMÁTICA

Doe
Em caso de mudança de equipamento, destine o antigo para quem vá usá-lo ou para instituições sociais que trabalham com inclusão digital. No Brasil, 55% da população acima dos 10 anos jamais acessou um computador. O que se tornou inútil para você pode fazer diferença para milhões de pessoas.

Informe-se
Procure saber se o fabrincante do computador ou outro eletrônico que você deseja comprar possui alguma certificação da série ISO 14.000. Isso indica que a empresa tem um sistema de gestão ambiental, garantindo a responsabilidade ambiental de seus produtos e serviços.

Economize
Sempre que se ausentar de casa ou não for usar o computador, mantenha-o desligado. E reduza a impressão sempre que puder, evitando gastos de tinta e papel. Lixo tecnológico, preservação ambiental e eficiência energética tornaram-se questões indissociáveis.

Mobilize
Ajude a disseminar os benefícios do consumo equilibrado e do descarte apropriado para qualidade de vida e do meio ambiente. Afinal, o que você retira de sua casa ou do seu escritório e joga fora não desaparece, apenas muda de lugar prejudicando a todos, num efeito cascata.

Projeto da Cetesb visa equacionar problema

Outra iniciativa do Estado surgiu de um projeto da Cetesb. O TI—Verde pretende apontar o caminho ambientalmente correto para se equacionar o problema, promovendo o desenvolvimento da indústria de reciclagem desse material, incentivando o reuso de equipamentos que vise aumentar seu tempo de vida, promovendo a inclusão digital e evitando a contaminação ambiental e o risco à saúde pública.

Segundo o gerente do setor de suporte tecnológico da Cetesb, Antonio de Castro Bruni, que trabalhou na idealização da proposta, o TI—Verde já conta com um projeto-piloto em andamento que destinou 640 microcomputadores obsoletos para as atividades da empresa para reuso, através do repasse ao Fundo Social de Solidariedade, e para reciclagem por empresas licenciadas pela Cetesb.

O TI-Verde pretende criar parceria com os Correios e empresas recicladoras visando viabilizar as coletas dos microcomputadores e aparelhos de telefonia celular da população em geral.

Agentes

Bruni explicou que a idéia é envolver vários agentes (população, empresas recicladoras, ONGs, produtores), nessa ‘‘preocupação com o clico de vida total dos produtos’’, assim todos ganham, principalmente o meio ambiente. ‘‘A linha que a gente quer é ter um projeto sustentável’’. Para ele, qualquer tentativa de jogar o ônus do lixo eletrônico apenas sobre o produtor vai provocar desequilíbrio, sem resolver o problema.

Os primeiros resultados do projeto estão sendo colhidos através de reconhecimento. O TI-Verde recebeu o primeiro prêmio no 11º Congresso de Informática Pública na categoria Execelência em Inovação na Gestão Pública 2008, e o prêmio Destaque do Ano - Professor Francisco Romeu Landi, concedido pelo Comitê Gestor de Internet do Brasil, garantindo o direito de apresentar a proposta em evento sobre inovação tecnológica que ocorrerá em setembro, na cidade de Turim, na Itália.

‘‘Infelizmente não há uma preocupação de fato”

ENTREVISTA - Lucilo de Rizzo - Técnico de informática

O principal espaço de discussão sobre a questão do lixo tecnológico atualmente é a internet. Na web é possível encontrar muita informação sobre o tema. Além de sites de instituições que se dedicam a conscientizar as pessoas, há também iniciativas pessoais transformadas em blogs, como é o caso de Lucilo Rizzo, que criou o endereço www.lixotecnologico.blogspot.com

O seu trabalho influenciou no conteúdo do blog?
Sim, afinal é a partir da manutenção do micro tanto em hardware quanto em software que se consegue mantê-lo funcionando corretamente o maior tempo possível antes de descartá-lo, seja por defasagem, seja por custo demasiado para sua manutenção.

Como surgiu a idéia de fazer um blog sobre o lixo tecnológico?
Tudo começou em 2002 quando entrei na Companhia de Processamento de Dados do Município de São Paulo e fui alocado na secretaria de serviços e obras para trabalhar em uma usina de reciclagem de lixo. No início de 2003 entrei na Fatec Mauá e já no primeiro semestre foi solicitado qual seria o tema para o TCC de final de curso. Achei que seria legal juntar os dois temas (informática e reciclagem) em um trabalho. Decidi que o tema seria a utilização dos 3 Rs ambientais (reduzir, reaproveitar e reciclar) em computadores. Na pesquisa, reparei que tinha muita coisa sobre o problema do lixo tecnológico na internet, mas nada organizado em um site, por exemplo. Então criei esse blog para juntar tudo que se refere ao problema e à solução do lixo tecnológico.

Pelas pessoas que visitam o blog você seria capaz de dizer se já há uma corrente no País preocupada com essa questão?
Apesar do blog já ter mais de 16 mil visitas, ele não tem muita participação direta do pessoal. Então, se pode dizer que seria um interesse aqui e ali. Com exceção do Greenpeace, que sempre lutou por causas ambientais e de alguma instituição ou outra que faz inclusão digital a partir do reaproveitamento de micros antigos, infelizmente não há nada que demonstre preocupação de fato com essa questão.


Grato a Andrea Rifer pela oportunidade e parabens pela reportagem e iniciativa

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Sucata tecnológica vira 'jóia' nas mãos de artista brasileira

Naná Hayne cria telas e bijuterias -- as 'tecnojóias -- a partir de eletrônicos usados. Ela chama atenção para lixo eletrônico, que soma 50 milhões de toneladas ao ano.

para saber mais clique aqui.

Grato a Ana Luiza pela dica.